Universo de Vida

Friday, June 08, 2007

Lua poderá ser fonte de energia para a Terra


Um gás encontrado na Lua pode ser a chave para futuras fontes de energia na Terra. Esta conclusão foi anunciada após um encontro de cientistas na Índia.



Um gás encontrado na Lua pode ser a chave para futuras fontes de energia na Terra. Esta conclusão foi anunciada após um encontro de cientistas na Índia.
Numa época em que muito se tem falado sobre o esgotamento de combustíveis fósseis, como o petróleo, foi descoberto que a Lua poderá ser uma fonte de energia preciosa para a Terra.De acordo com especialistas, esta possibilidade deve-se à descoberta de amostras de minerais lunares com um elevado teor de hélio 3, um gás que, em combinação com o deutério, poderá produzir grandes quantidades de energia.«Comparativamente com a Terra, a Lua possui uma enorme quantidade de hélio 3», afirmou Lawrence Taylor, director do
Instituto Americano das Geociências Planetárias.«Quando o hélio 3 se mistura com o deutério, a reacção de fusão produz-se a uma temperatura muito elevada e pode gerar quantidades consideráveis de energia», explicou.«Apenas 25 toneladas de hélio, que se podem transportar num vaivém espacial, seriam o suficiente para fornecer electricidade aos Estados Unidos durante um ano», precisou o cientista na Conferência Internacional sobre a Exploração e Utilização da Lua, realizada em Udaipur, na Índia.O referido gás concentra-se junto ao manto de poeira que cobre o solo lunar, com uma espessura de cerca de cinco metros.No entanto, as coisas tornam-se mais complicadas do que parecem. Para extrair hélio 3 do solo lunar é necessário aquecer as rochas a 800 graus centígrados, e para produzir uma tonelada desse gás são necessários 200 milhões de toneladas de solo lunar, explicou Lawrence Taylor.A dificuldade deste processo está no facto de a tecnologia de fusão estar ainda a dar os primeiros passos. «Estamos ainda na fase do laboratório. Ao ritmo actual, serão precisos 30 anos para tornar a tecnologia mais viável», lamentou.Enquanto isso, os cientistas pensam que é preciso fazer um recenseamento das reservas de hélio da Lua, «para estarmos prontos e dispormos de informações precisas quando a tecnologia dos reactores estiver a funcionar», afirmou D.J. Lawrence, do Laboratório de Los Álamos, nos Estados Unidos, que acrescentou que este método «pode realmente ser usado no futuro como uma fonte de energia segura. Não se trata de ficção científica».Lawrence Taylor lamentou não existirem ainda fundos disponíveis para este tipo de projecto nos Estados Unidos, quando se sabe que, «até 2050, o mundo terá um sério problema», com o esgotamento dos recursos de gás e petróleo.



Fonte: www.ciberia.pt

Óleo de girassol pode abastecer carros e casas

Cientistas britânicos adescoberto uma nova forma de abastecer carros e casas.firmam ter


Trata-se de um óleo de girassol, normalmente utilizado para cozinhados.
Durante uma apresentação feita aos membros da American Chemical Society, na Filadélfia, investigadores universitários afirmam que este popular óleo vegetal pode facilmente ser usado para fazer hidrogénio, necessário para desenvolver células de combustível, uma promissora fonte de energia alternativa. Para tal apenas se teria de recorrer ao óleo, ar e vapor de água.O objectivo é conseguir que o hidrogénio, considerado por muitos o combustível do futuro, já que produz electricidade sem emissões danosas ao meio-ambiente,possa ser utilizado tanto em motores de automóveis como noutros instrumentos, como baterias e lanternas.A maioria dos métodos de produção de hidrogénio envolve o uso de petróleo ou gás e, cada um deles, criam diversos problemas ecológicos. Segundo os investigadores britânicos, para além deste método não afectar o ambiente, pode trazer imensas vantagens a nível de custos.Os cientistas ingleses acreditam ainda que as células de combustível podem tornar-se indispensáveis na produção de combustível não poluente, substituindo assim fontes extremamente caras como o petróleo. Da mesma forma, os ambientalistas afirmam que o investimento na tecnologia das células de combustível pode provocar incríveis alterações na poluição do ar.Muitos países estão já a usar este método. No entanto há alguns factores que estão a limitar o seu crescimento. Se por si só o hidrogénio é uma excelente opção de combustível "limpo", há um grande problema a ser vencido para se chegar até ele. Até agora, a grande maioria dos métodos de produção do hidrogénio resultam em algum tipo de poluição, com emissões de monóxido de carbono e óxido de nitrogénio, por exemplo. O sistema de dois catalisadores criado pelos investigadores britânicos está a tentar resolver o problema. No entanto, ainda devem demorar alguns 10 a 20 anos até que este método seja utilizado na totalidade.



Aproveitar o sol num país de sol

Portugal é 2º país da União Europeia com maior dependência externa em termos de abastecimento energético, tendo importado durante toda a década de 90 mais de 85% da energia que consumiu. Para além da factura correspondente, a segurança de abastecimento,que pode a todo o momento ser posta em causa,e o tipo de combustível de que dependemos, tornam esta situação insustentável por muito mais tempo, se realmente quisermos fazer parte do conjunto de economias evoluídas e seguras.
Esta forte dependência dos combustíveis de origem fóssil, aliada a uma elevada taxa de crescimento no consumo de energia final está a dificultar o cumprimento por parte de Portugal de alguns dos compromissos internacionais que assumiu com é o caso do Protocolo de Quioto, que obriga a que em 2012 não ultrapassemos 27% das emissões de dióxido de carbono (CO2) ocorridas em 1990. Este objectivo está a ser seriamente posto em causa pela evolução mais recente dessas emissões uma vez que aquele patamar já foi entretanto ultrapassado. Na década passada, o aumento mais significativo em termos de emissões ocorreu no sector dos transportes (68%) seguido pelo sector doméstico/serviços (31%). Neste último as tecnologias de aproveitamento da energia solar podem ser facilmente introduzidas, contribuindo para a alteração desta situação.
A abundância de recurso solar em Portugal não tem paralelo na Europa, uma vez que apenas os outros países Mediterrânicos se aproximam do elevado patamar em que nos encontramos em termos de número anual de horas de sol (mais de 3000 horas nalgumas áreas). Este recurso em conjunto com os outros recursos renováveis, onde se inclui a grande hídrica, podem contribuir fortemente para a diminuição da nossa dependência num valor que sem muito esforço pode chegar aos 29% do consumo de energia final.
Fontes: quercos

Thursday, June 07, 2007

15 razões para NÃO se optar pela energia nuclear em Portugal






1. Portugal tem uma enorme oportunidade na conservação de energia e eficiência energética. As previsões de aumento em 350% do consumo de electricidade entre 1990 e 2020 são um erro tremendo em relação àquilo que está a ser desenvolvido em vários países Europeus, onde a intensidade energética (energia consumida por produto interno bruto) tem vindo a diminuir e o consumo per capita estabilizou. Existem várias centrais térmicas, nomeadamente um eventual caso de uma central nuclear, que não se justificam pelo enorme potencial da eficiência energética e conservação de energia, nomeadamente nos sectores residencial e serviços. O consumo de electricidade em Portugal tem vindo a aumentar na ordem dos 6% ao ano, não sendo já argumento o nosso baixo grau de desenvolvimento. Temos estado a crescer mal e com muitos desperdícios.A correcção deste caminho permite perfeitamente melhorar a qualidade de vida com menor consumo de energia e menor poluição, desde a electricidade à dependência do petróleo em sectores como os transportes.

2. O potencial de implementação das energias renováveis em Portugal é enorme. As energias renováveis têm um enorme potencial em termos de expansão no nosso país, em particular a energia eólica, biomassa e solar, sendo que a hídrica já apresenta níveis de exploração bastante consideráveis. Quer pela produção directa de electricidade, quer pela produção de calor, Portugal felizmente apresenta condições climáticas e de uso do território que permitem a sua afirmação em termos tecnológicos e em consonância com metas estabelecidas na União Europeia que, para 2010, e para Portugal, será de 39% de energias renováveis na produção de electricidade, mas com percentagens crescentes para os anos seguintes.

3. A energia nuclear serve para produzir electricidade e esta representa apenas cerca de 20% do consumo de energia final do país Uma central térmica recorrendo a combustível nuclear apenas consegue produzir electricidade. A dependência de Portugal face aos combustíveis fósseis, nomeadamente em relação ao petróleo, está directamente relacionada com outros usos da energia em sectores como os transportes e a indústria. A instalação de uma central nuclear não resolve assim os problemas energéticos estruturais de Portugal, que passam muito mais por medidas integradas associadas ao ordenamento do território e às actividades produtivas do país.

4. A energia nuclear é muito mais cara. A produção de energia nuclear é das mais dispendiosas, contrariamente ao que é habitualmente comunicado aos cidadãos. O contemplar dos custos de construção e de desmantelamento face ao período de vida da central, faz com que apenas o solar fotovoltaico apresente valores mais elevados, valores estes que no entanto tendem a reduzir-se por efeitos de economia de escala face à sua cada vez maior expressão.

5. A falácia da produção limpa em termos de emissões de gases de efeito de estufa. Contrariamente ao que se anuncia, a produção de energia através de centrais nucleares não é isenta em termos de emissões de gases de efeito de estufa responsáveis pelas alterações climáticas. A sua construção é uma importante fonte de emissões, mas principalmente a exploração do urânio e também o transporte dos resíduos para processamento ou armazenagem, acabam por contribuir significativamente.Os níveis calculados de emissão em termos de ciclo de vida colocam uma central nuclear numa situação pior que uma central a gás natural.

6. Segurança de abastecimento comprometida - Potencialidade de descentralização oferecida pelas energias renováveis é contrariada por uma central nuclear. A segurança de abastecimento é um dos aspectos mais relevantes no sentido de evitar problemas como os blackouts que sucederam na costa Oeste dos Estados Unidos em 2000/2001 ou no Brasil, ou ameaças externas como o bloqueio e o fornecimento de determinados tipos de combustível (como sucedeu recentemente nos problemas entre a Rússia e a Ucrânia). Neste quadro, tem sido defendida uma cada vez maior descentralização da produção que, no limite, será baseada em energias renováveis associadas às próprias residências e serviços, até porque desta forma existem menos perdas no transporte. Neste sentido, uma forma de produção centralizada com uma enorme potência instalada contradiz objectivos de longo prazo que têm vindo a ser reforçados à escala europeia e num quadro de maior sustentabilidade da gestão da produção e consumo de electricidade.

7. A energia nuclear só é viável à custa de enormes subsídios governamentais – Portugal apoia muito mais investigação no nuclear que na conservação de energia e renováveis. A produção de energia nuclear continua a beneficiar de fortes subsídios públicos ao abrigo do Tratado Euratom. Ao longo dos últimos 30 anos, a tecnologia nuclear foi brindada com cerca de 60 biliões de Euros para investigação, um valor muito superior ao atribuído a qualquer outra fonte de energia. Por outro lado, a industria nuclear continua a reclamar subsídios para a gestão dos resíduos radioactivos produzidos pelas centrais. Portugal também não faz os investimentos certos em investigação e desenvolvimento na área de energia: o nuclear recebe 110 vezes mais do que a conservação de energia e 7 vezes mais do que as renováveis. De acordo com a Agência Internacional de Energia, Portugal destinou, em 2004, 2,2 milhões de euros para investigação na fusão nuclear enquanto que apenas dedicou 0,32 milhões de euros para energias renováveis e 0,02 milhões para a conservação de energia e apenas no sector industrial. Em causa está a fraquíssima prioridade dada à conservação de energia e eficiência energética e também às energias renováveis.

8. Portugal ficará dependente de tecnologia importada e cara; é mais uma dependência, neste caso perigosa, de outros países Não existe experiência em Portugal de construção ou manutenção de centrais nucleares, uma vez que essa nunca foi uma opção, mesmo quando outros países enveredaram por essa forma de produzir energia. Neste contexto, as mais importantes valias económicas do projecto serão para os países e empresas dos mesmos que têm experiência nestas tecnologias e não para Portugal. Ter uma central nuclear com tecnologia importada que ainda por cima se anuncia como experimental, é um risco demasiado elevado a correr.

9. Cenários oficiais mostram que a Europa não aposta no nuclear e Portugal iria estar em contra-ciclo
Na Europa estão apenas em construção duas centrais: a central de Olkiluoto-3 na Finlândia, cujas condições de financiamento passam por uma subsidiação indirecta pela taxa de juro muito abaixo do mercado, providenciada por instituições francesas e alemãs e que não sedeverá vir a repetir, nomeadamente face às novas directrizes de transparência no financiamento do mercado energético na União Europeia,e a central de Cernavoda na Roménia, cuja construção se iniciou ainda no regime comunista, foi suspensa e recomeçada alguns anos depois. O cenário oficial da União Europeia em termos energéticos (modelo PRIMES) de Novembro de 2005 apresenta uma redução da produção de electricidade por centrais nucleares 0,8% ao ano entre 2010 e 2030.

10. Longevidade dos resíduos e herança para as gerações futuras A longevidade dos resíduos nucleares estima-se em dezenas a centenas de milhares de anos. Será justo delegar nas gerações futuras a resolução de um problema que, nos cerca de cinquenta anos de existênciada indústria nuclear, ainda não conheceu qualquer evolução no sentido de poderem ser tratados sem impactos para as gerações presentese futuras? Ainda na passada semana o responsável pelo depósito de resíduos nucleares dos Estados Unidos referiu que, para o projecto previsto para a Montanha de Yuccan, não se consegue ainda afirmar um prazo de conclusão nem um custo final que, no entanto, deverá ser muito elevado. Esta questão é ainda mais premente quando se prevê que as reservas de urânio não durem mais do que algumas décadas, o que implica que as gerações futuras teriam que encontrar outra solução para a produção da sua energia (resolvendo um problema que os governos actuais não tiveram a coragem e empenho para resolver), ficando com o ónus de lidar com os resíduos que nós produzimos por muitos milhares de anos.

11. Riscos associados ao transporte e armazenamento dos resíduos nucleares. Uma vez que o reprocessamento dos resíduos nucleares, componente que pode ter maior ou menor peso dependendo do tipo de central, não ocorreria em Portugal, o seu transporte poderia acarretar riscos acrescidos para as populações e o ambiente por onde passasse, bem como nos locais onde fosse armazenado.

12. A construção de uma central nuclear em Portugal levaria cerca de 10a 15 anos até que pudesse estar operacional em termos de fornecimento de energia eléctrica. Por essa altura, Portugal já terá que ter tomado as medidas certas no sentido de acertar o passo com as reduções de emissões de gases com efeito de estufa previstas, sob pena de condenarmos o país à estagnação ou retrocesso económico e social, pelo que esta solução em nada contribui para a resolução do problema.

13. Custo de desmantelamento das centrais e suas consequências ainda não estão suficientemente avaliados. O custo do processo de desmantelamento é geralmente estimado por baixo em relação à realidade. Estamos porém a falar de valores de muitas dezenas de milhões de euros. No âmbito do processo de desmantelamento, muitos dos elementos de uma central nuclear têm obrigatoriamente que ser tratados como resíduos nucleares, o que implica custos elevadíssimos de desmantelamento. A experiência nesta matéria é também ainda relativamente reduzida a nível mundial e como já se mencionou, em países com uma forte indústria nuclear como os Estados Unidos, o problema ainda está longe de ter resolução.

14. As centrais nucleares tendem a ser encaradas como casos especiais, mesmo em países democráticos, sendo difícil ter acesso a informação concreta sempre que há algum problema. Para além disso, com a produção do plutónio que resulta do processamento dos resíduos decorrentes da produção de energia, estimula-se a produção de mais armas nucleares com fins militares, alimentando a indústria da guerra a nível mundial. Existem vários documentos que comprovam que, por exemplo no Reino Unido, o ataque a centrais nucleares por parte de células terroristas foi considerado. A instalação de uma central em território português iria aumentar o risco de Portugal poder ser vítima de um atentado que poderia ter consequências desastrosas em termos ambientais, sociais e económicos. Os custos com a segurança em qualquer central são avassaladores e tendem a aumentar.

15. Dificuldade em encontrar uma localização . Considerando as suas necessidades específicas, nomeadamente ao nível da disponibilidade de uma fonte de água abundante e factores de segurança como a necessidade de evitar zonas de maior actividade sísmica, e tendo em conta a exiguidade do território português, a definição e aceitação da localização de uma central nuclear seria uma tarefa muito difícil.


Fontes: quercos

Crise energética e alternativas para Portugal



Portugal é dos países da União Europeia que mais aumentou o consumo energético per capita. Para produzir uma mesma unidade de riqueza, em Portugal gasta-se actualmente mais 12% em termos energéticos do que se gastava em 1991.

Aumentámos principalmente os nossos valores energéticos no sector doméstico e também no sector dos transportes. Estes dados tornam visivel que em termos de poupança e eficiência energética o nosso país vai exactamente no caminho inverso àquele que seria necessário concretizar para beneficiarmos em termos económicos e ambientais.
Esta consequência da ausência de uma estratégia para a energia, baseada na maior eficiência, tem consequências profundamente gravosas a diversos níveis.
Desde logo, temos obrigações, decorrentes do acordo de partilha de responsabilidades com vista ao cumprimento do protocolo de Quioto, que nos obriga a não aumentar em mais de 27% as nossas emissões de gases com efeito de estufa (onde o CO2 tem um papel muito significativo, e consequentemente todo o sector dos transportes) até aos anos de 2008 a 2012, com valores de referência de 1990. Só para termos uma ideia, hoje em dia já aumentámos essas emissões em mais de 40%.

Este deslize de valores deve-se fundamentalmente à irresponsabilidade dos sucessivos Governos na adopção de medidas internas com o objectivo directo de diminuição de emissão de gases com efeito de estufa. O que esperar a partir daqui? Ou Portugal embarca no comércio de emissões, com vista a adquirir no estrangeiro quotas para poder poluir mais (o que vai custar caro ao bolso dos portugueses, na medida em que a tonelada de CO2 se situa já perto dos 30€) ou Portugal se obriga a fazer investimentos limpos em países em desenvolvimento; ou então está sujeito a pagar pesadas multas pelo incumprimento das suas obrigações internacionais. Isto é, em qualquer dos casos a opção cairá sempre em investir lá fora o que nunca se investiu cá dentro, e ao mesmo tempo continuar a poluir mais e mais, comprando licenças para poluir. Esta estratégia é profundamente condenável.
Por outro lado, o nosso país depende em quase 90% do exterior em termos energéticos, e dentro desse valor dependemos em cerca de 60% do petróleo. Aqui está uma dependência que nos torna vítimas incontornáveis da crise do petróleo a que se tem vindo a assistir, e que é bem demonstrativa da irresponsabilidade e incompetência dos Governos em relação ao sector energético.

Que solução? O que “Os Verdes” entendem é que para além de uma estratégia absolutamente necessária tendente a diminuir os nossos gastos energéticos, seja no sector dos transportes, como no sector doméstico, como no sector industrial como noutros sectores, é fundamental que Portugal desenvolva uma forte aposta no aumento do uso de um leque variado de fontes de energia renováveis endógenas, nomeadamente as eólica, solar, de marés, geotérmica e biomassa, garantindo a promoção destas fontes de energia por forma a torná-las competitivas e acessíveis. Os incentivos fiscais e a canalização de uma fracção do imposto sobre os produtos petrolíferos nestas vertentes são mecanismos importantes a implementar.

Estes serão os únicos caminhos sustentáveis para conseguirmos tornar-nos menos dependentes do petróleo e para conseguirmos cumprir o protocolo de Quioto.




Se for prosseguida uma estratégia e uma política energética, com base nos princípios acima enunciados e garantindo o investimento necessário à sua implementação, Portugal ganhará do ponto de vista económico, ambiental e social e consequentemente estaremos a dar um passo determinante para a promoção do desenvolvimento sustentável em Portugal.

Face às propostas, entretanto surgidas, de instalação de uma central nuclear em Portugal, importa referir o seguinte: as necessidade energéticas no país não justificam a construção de uma centra nuclear – uma central nuclear não garantiria a sua sustentabilidade e rentabilidade apenas com as necessidades energéticas de Portugal; para além disso, a nossa dependência do petróleo situa-se maioritariamente no sector dos transportes, questão que uma central nuclear não viria resolver, o que significaria que acrescentaríamos um problema sobre outro problema; para além disso aumentaríamos a nossa dependência do exterior, dado que necessitaríamos de urânio, e mais uma vez acrescentaríamos um problema ao país; por outro lado, todos conhecemos os riscos associados ao nuclear e em termos de segurança estaríamos a colocar uma “bomba” no país sem qualquer necessidade, não apenas decorrente dos resíduos radioactivos produzidos, como também pelo facto de sermos um país com um risco sismíco considerável, como até do ponto de vista do foco de atenções para actos terroristas. Esta proposta de construção de uma central nuclear em Portugal, não representa mais do que um desejo de investimento do poder económico, que em nada, mas em nada mesmo, beneficiaria o país, as populações e o interesse público em geral.

É por isso que “Os Verdes” são veementemente contra a hipótese, por mais remota que possa parecer, de construção de uma central nuclear em Portugal.






fontes:www.ibm.com






Monday, June 04, 2007

Preservar o ambiente depende de Nós



O homem é o ser vivo que mais interfere com o meio que o rodeia, adaptando-o às suas necessidades, e assenta a sua economia na gestão dos recursos energéticos.
O aproveitamento que o homem faz da energia comporta um impacto significativo no meio que o rodeia. A construção de um pequeno açude ou de uma grande represa; de um moinho de vento ou de um parque eólico; implica sempre uma transformação do meio e um significativo impacto ambiental.

O actual modelo energético, baseado na queima de combustíveis fósseis e na energia nuclear, é insustentável. Este sistema baseado nas energias não renováveis acarreta uma série de problemas de difícil resolução: a contaminação ambiental; a dependência do exterior por parte dos países não produtores de energias fósseis; o esgotar, num período relativamente curto, das reservas mundiais de petróleo, carvão e gás natural, ou ainda a produção de resíduos radioactivos e a possibilidade de acidentes nucleares.

A sociedade actual utiliza a energia como se não existissem limites. Neste sentido, um dos maiores problemas ambientais que o planeta enfrenta são as alterações climáticas. O primeiro passo dado pela comunidade internacional consistiu em assumir um compromisso de redução das emissões de gases com efeito de estufa através da rectificação do Protocolo de Quioto.

Mas apesar da sua importância, o cumprimento do Protocolo de Quioto não é obviamente a solução que porá fim a todos os problemas: refira-se que ¾ das emissões de CO2, enviadas para a atmosfera, são devidas à queima de combustíveis fósseis. Assim, uma alternativa ao modelo actual consiste em promover o uso das energias renováveis e, obviamente, pressupõe que se abandonem hábitos de consumo incorrectos, privilegiando a eficiência energética e a utilização racional da energia.

Os nossos hábitos diários, no que se refere ao consumo da energia, reflectem-se directa ou indirectamente no meio que nos rodeia (esgotar os recursos; incrementar a produção de resíduos, etc.). É importante que tenhamos consciência deste facto e que urgentemente adquiramos hábitos mais amigos do ambiente.

O Que é a Energia?






Um pouco de história...






A história da humanidade confunde-se com a história da energia, uma vez que a primeira forma de energia utilizada pelo homem foi a do seu próprio corpo na luta pela sobrevivência num mundo onde somente os fortes sobreviviam.



A história da energia começa na pré-história quando os homens das cavernas descobriram as utilidades do fogo para a sua alimentação e protecção. Inicialmente, quando um raio incendiava a vegetação, o homem apanhava as madeiras em chamas e levava-as consigo, tentado prolongar o mais possível o período de tempo em que estas se mantinham acesas, já que ainda desconheciam a forma de fazer o fogo.



Com a descoberta do homem pré-histórico de como fazer fogo, com o atrito de pedras e madeiras, onde as fagulhas incendiavam a palha seca, começou então o domínio do homem sobre a produção de energia em seu benefício, como cozer os alimentos, aquecer as noites frias, iluminar e afastar os animais e outros grupos inimigos. Mais tarde ele usaria o fogo para fundir os minerais e forjar as armas e ferramentas de trabalho, assim como utilizar o fogo para dar resistência às peças cerâmicas que produziam.



A energia dos ventos teve papel primordial no desenvolvimento da humanidade, uma vez que tornou possível aos navegadores europeus fazerem grandes descobertas, aventurando-se nas suas caravelas movidas pela força dos ventos para navegarem pelos mares, descobrindo e colonizando novos continentes. Esta também teve grande importância na transformação dos produtos primários através dos moinhos de vento que foram um dos primeiros processos industriais desenvolvidos pelo homem.



Contudo, o grande marco da utilização da energia pelo homem teve lugar durante o século XVIII, com a invenção da Máquina a Vapor, que deu início à era da Revolução Industrial na Europa, marcando definitivamente o uso e a importância da energia nos tempos modernos. As invenções da Locomotiva e dos teares mecânicos foram umas das primeiras aplicações para o uso da energia das máquinas a vapor, em seguida vieram muitas outras como os navios movidos a vapor que contribuíram significativamente para o desenvolvimento do comércio mundial.



Na 2ª metade do século XIX inicia-se a utilização das novas fontes de energia – petróleo e electricidade – que seriam as responsáveis pelo grande salto no desenvolvimento da humanidade. Hoje em dia, e em virtude das mudanças operadas, o homem alcançou feitos imensuráveis, e pode ambicionar alcançar muito mais.












A Energia é...



…um recurso imprescindível para que possa existir vida no nosso planeta. Precisamos da energia para nos movermos, para comunicarmos, para assegurar a iluminação e o conforto térmico nas nossas casas, etc.Qualquer acção que implique, por exemplo, movimento, uma variação de temperatura ou a transmissão de ondas, pressupõe a presença da energia. Assim, podemos defini-la como uma propriedade de todo o corpo ou sistema, graças à qual, a sua situação ou estado podem ser alterados ou, em alternativa, podem actuar sobre outros corpos ou sistemas desencadeando nestes últimos processos de transformação. Esta propriedade manifesta-se através das diferentes formas de energia que conhecemos (ex. química, nuclear, mecânica, térmica, etc).